Mercado de Câmbio: como funciona?

Se você trabalha com câmbio é essencial entender como se comporta esse mercado no Brasil.

Além de fornecer um local para compra, venda, troca e especulação de moedas, o mercado de câmbio também permite a conversão de moedas para negócios e investimentos.

Siga a leitura e entenda sobre o mercado de câmbio na entrevista com o sócio e diretor comercial da Exim Corretora de câmbio, Guilherme A. G. Silva.

O que é o mercado de câmbio?

Guilherme A G Silva:

O mercado de câmbio é onde as moedas de diferentes países são comercializadas e as tarifas de câmbio são determinadas.

Em um mercado de taxas livres, tal como a maioria dos outros preços, as taxas de câmbio variam de acordo com as leis de oferta e de demanda e se alteram a cada minuto. É o caso do Brasil!

De forma ampla, o mercado de câmbio surge em função do mercado internacional. É por causa dele que temos a necessidade de trocar moedas, pois na maioria dos países, internamente, não é permitido fazer negócios em moedas estrangeiras.

Como o Brasil está inserido no mercado de câmbio?

Guilherme A G Silva:

No Brasil, por exemplo, o decreto lei 857 de 11 de setembro de 1969, ainda vigente, declara que são nulos de direito os contratos, títulos e quaisquer documentos, bem como as obrigações que – exequíveis no Brasil – estipulem pagamento em ouro, moeda estrangeira ou, por alguma forma, restrinjam ou recusem o curso legal da moeda brasileira.

Por isso, mesmo que a legislação permita que os brasileiros mantenham contas no exterior em moeda estrangeira, internamente, precisamos trocar essas moedas para o real para podermos fazer negócios no nosso país.

Na realidade, há diversas moedas e cada uma delas têm seus preços definidos em função da demanda e da oferta. São as muitas relações comerciais e trocas multilaterais – com demandas e ofertas em todos os pontos do mundo, que determinam o conjunto completo de taxas de câmbio para todas as moedas.

Como funciona esse mercado no Brasil?

Guilherme A G Silva:

No Brasil, o mercado de câmbio está dividido em dois mercados.

O primário, onde os importadores e exportadores compram e vendem dos agentes autorizados e o secundário, também conhecido como interbancário, onde os agentes autorizados negociam entre si.

O secundário pode ser visto como uma válvula de escape, onde se nivelam as posições compradas e vendidas dos agentes em função do que ocorreu no mercado primário.

Quem são e para que servem as instituições reguladoras do mercado de câmbio?

Guilherme A G Silva:

O Conselho Monetário Nacional é o órgão superior do sistema financeiro nacional e tem a responsabilidade de formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do nosso país.

Foi criado junto com o Banco Central pela Lei 4595, de 31 de dezembro de 1964. O Conselho iniciou suas atividades 90 dias depois, em 31 de março de 1965. É quem define as regras de câmbio no nosso país, por meio de resoluções. O Banco Central as regulamenta e fiscaliza a atuação das instituições habilitadas.

O que é a taxa cambial?

Guilherme A G Silva:

A taxa de câmbio é o preço de uma moeda em termos de outra. Basicamente, o mercado obedece a demanda e a oferta.

Como ocorre a flutuação cambial?

Guilherme A G Silva:

A flutuação cambial se dá em função dessa demanda e dessa oferta de determinada moeda. Por exemplo, no Brasil, metade dos investimentos em bolsa, diariamente, é de estrangeiros. Ou seja, para comprar ativos no Brasil eles precisam trocar as suas moedas estrangeiras pelo real e, a partir dele, realizar os seus negócios no nosso país.

Quando eles vendem esses ativos, recompram dólares para remetê-los de volta ao seu país. Então, no curtíssimo prazo, como hoje, por exemplo, esse movimento de entrada e saída afeta a cotação das moedas. Se hoje entrou mais investimentos do que saiu é de se esperar uma apreciação do real em relação às outras moedas e vice e versa.

No longo prazo, outros fatores se tornam relevantes como a inflação relativa, o saldo da balança comercial, entre outras, que compõem as características macroeconômicas dos países emissores destas moedas.

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